Comunidade com disposição para mudar a escola do Jardim São Manoel em Santos!

09/05/2014 17:04

Toda a comunidade escolar - diretoria, professores, técnico-administrativos, estudantes, pais e entorno - mobilizaram-se para mudar a situação da Escola Municipal José Carlos de Azevedo Junior, situada no Jardim São Manoel, bairro santista próximo à divisa de Cubatão.

De acordo com o Sindicato dos Servidores Municipais de Santos, o SINDSERV:

Não é pra menos, a escola tem salas de aula sem portas, média de 39 alunos por sala, falta de água constante, refeitório com telhas de amianto, vazamento nos banheiros, apenas um banheiro para os professores, falta de funcionários, professores e equipe técnica, falta de segurança, banheiros dos alunos quebrados, infiltrações por toda parte, quadra esportiva sem cobertura, nenhum equipamento esportivo etc etc etc.
 
Durante anos, muitos documentos, protocolos, abaixo-assinados e reuniões, mas nenhuma providência concreta foi tomada pelo governo. Com a manifestação já marcada, um dia antes a Prefeitura resolveu aparecer. Não adiantou nada, suas promessas vazias de reforma paliativas não foram suficientes para calar a população que decidiu manter o ato.
 
A unidade não precisa só de reforma, precisa ser refeita por inteiro. A comunidade almeja a criação de três escolas (Infantil, Fundamental I e II) no local da atual, além da criação de uma escola de Ensino Médio no bairro. Enquanto esses projetos não entram nem no papel, a reforma da escola é urgente, mas os professores, funcionários, estudantes e pais querem ter direito a participar da discussão do projeto de reforma e de construção das novas unidades.

 

Estudantes e pais falaram no megafone, da mesma maneira que os estudantes - no auge da juventude - cantaram um funk passando o recado através da música para todos: "Desculpe pelo transtorno / Mas estou mudando o meu país / Através da minha voz / Falo por todos nós / Sonhos e sonhos se destroem / Que por dentro me corroem / Deitado em berço esplêndido / O povo acordou do coma / Nosso grito em silêncio / Força com força dá bomba / É porque cansamos / De acreditar em alguns salafrários / Aumenta a lei de condução / Cadê o aumento dos nossos salários."

O PCB se orgulha por ter estado presente neste momento.