Grafitagem no México 70 em São Vicente: um sucesso!!!

02/05/2014 13:45

Ontem, no histórico 1º de maio, a comunidade do México 70 promoveu uma grafitagem com o movimento hip-hop que envolveu a todos. Apesar da ventania ocorrida na Baixada Santista inteira, muitos se deslocaram até mesmo de outras cidades para ajudar na iniciativa da Rádio da Juventude, esta já bastante conhecida por suas transmissões de cunho classista e intervenções junto da periferia, dando voz para quem não é escutado pela mídia burguesa contudo tem o que dizer. 

Diversos militantes sociais de diversas áreas, como moradia, cursinhos populares, movimento negro, meios de comunicação comunitários, entre outros, vieram somar para a efetivação do embelezamento do bairro, que é um dos mais pobres de São Vicente e já foi a maior favela do Brasil.

Uma das lideranças incontestes do México 70 é o camarada Zé Elias, conhecido como Mano Elias entre os seus, que, além de atuar no movimento hip-hop, no movimento negro, e através dos cursinhos comunitários ter dado curso superior que ele mesmo não tem para centenas de pessoas, também é um conhecido militante do Partido Comunista Brasileiro, o PCB. Sua prática sinaliza como deve ter a atuação dos comunistas, presente nos locais de moradia, fomentando novas lideranças espontâneas que surgem e atuando sem qualquer personalismo inclusive junto com outras forças políticas que tem como perspectiva o trabalho. 

Outros militantes do PCB, de Santos e São Vicente, também estiveram presente, somando com todos, sem qualquer oportunismo eleitoral ou reivindicação de exclusividade ou direção do movimento. Os comunistas do PCB provam no dia a dia que a atuação partidária não precisa ser aparelhista, oportunista ou eleitoreira, que ela pode ser sim (e deve ser!) agregadora e que considere as sabedorias dos pertencentes à classe trabalhadora que não estão no partido, espantando o sectarismo. Esta é uma sábia postura: colocar-se para ser educado pela classe trabalhadora e com eles colocarem a mão na massa para mudarem a realidade de uma determinada paisagem que sofre da negligência dos poderes públicos e dos políticos burgueses.

O resultado foi muito bonito, envolvendo todo o bairro em cultura, música e arte, e nós comunistas nos orgulhamos pelo pouco que ajudamos. Novamente estamos reaprendendo o que antigos quadros do partido faziam até mesmo na ilegalidade: intervir na realidade através do movimento cultural para, a partir disto, mudar a realidade política existente. E o sucesso não seria o mesmo se o evento não tivesse sido criado de baixo para cima, tendo a adesão em massa: parabéns ao México 70! A comunidade deu uma aula de autodeterminação!

VIVA A CLASSE TRABALHADORA! VIVA O PRIMEIRO DE MAIO! VIVA A COMUNIDADE DO MÉXICO 70!

CRIAR, CRIAR, PODER POPULAR!