Paralisação Nacional dos servidores federais hoje

25/04/2012 14:38

Hoje está ocorrendo paralisação dos servidores federais das mais diversas áreas (educação, saúde, receita federal, planejamento, poder executivo, poder legislativo, poder judiciário, etc). É a primeira vez em muitos anos - pelo menos no período pós Ditadura Militar - que ocorre esta campanha salarial conjunta, o que nos enche de esperança quanto a uma grande unidade da classe trabalhadora em momentos posteriores.

O governo Lula aprovou em 2010 a privatização dos Hospitais Universitários, criando a "Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares". O governo Dilma não deixou por menos, conseguiu aprovar a privatização da previdência do servidor público, acabando com a integralidade e criando a FUNPRES (Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal), que nada mais é do que um fundo complementar de previdência privada, no qual o servidor vai ter que recorrer para complementar seu salário após a aposentadoria.

Como se não bastasse os recorrentes ataques ao funcionalismo e à estrutura dos serviços públicos, o governo do "Partido dos Trabalhadores" não dá reajuste salarial desde 2008, apesar da inflação que não se permite esconder e dos acordos firmados em 2006 e 2008 para as diferentes categorias. No ano passado em nossa região vivenciamos greve dos funcionários técnico-administrativos da UNIFESP de Santos, dos servidores do IFSP de Cubatão, dos Correios, dos Bancários, e muitas outras (inclusive alguns de nossos camaradas estiveram presente nas várias manifestações e comandos de greve). Contudo, Dilma continua sendo um doce para os interesses dos banqueiros, latifundiários, magnatas e especuladores.

Esta paralisação servirá como um termômetro da mobilização dos companheiros trabalhadores do serviço público federal. Apoiamos tal movimento com muita estima, prestando solidariedade classista: hoje os servidores federais mostram seu valor e, desejamos que inspirem outros trabalhadores a se organizarem desde a base, tomando as ruas, as praças, e as fábricas de todo o Brasil de modo que a burguesia, o governo, e os "sindicalistas de carimbo" tremam.