Das Eleições do Sindicato dos Metalúrgicos

10/04/2013 14:41

Os trabalhadores do ramo da siderurgia e metalurgia estão indo às urnas a partir de hoje para decidir o futuro do Sindicato dos Metalúrgicos e Siderúrgicos da Baixada Santista, um sindicato com um antigo histórico de luta em nossa região. Nós do PCB reconhecemos o trabalho da atual direção como positivo, além de ser uma direção que abre as portas da sede do sindicato para outros sindicatos combativos, movimentos sociais, movimento estudantil, e qualquer outra iniciativa de luta.

Sem nenhum rigor histórico, lembrando apenas do tempo recente, podemos enumerar os diversos eventos que o STISMMMEC, conhecido carinhosamente por "SindiMetal", apoiou e para isto abriu suas portas: mostras de filmes políticos, formação da extinta Frente de Lutas da Baixada Santista, cursos de formação política (entre eles os cursos do NEP 13 de Maio divulgado pelo Comitê Municipal de Santos do PCB), seminários de análise de conjuntura, inúmeras assembleias do SINDSERV-Santos, debate entre todos os prefeituráveis de Santos cujas perguntas foram feitas pelos servidores públicos municipais, evento em prol do movimento indígena, peças de teatro com fundo político, Conselho Nacional dos Estudantes de Serviço Social... É notório, portanto, que esta atual direção não esteve limitada à pauta econômica, sempre ia além disto. Esta é representada pela chapa 1 "Para o Sindicato manter e ampliar a luta por mais salários e direitos".

A chapa 2 por sua vez, organizada pela CUT e por tudo o que ela representa (resumidamente: o peleguismo social-liberal lulo-petista), denominada como "Reação [sic] Metalúrgica", está associada logicamente ao retrocesso do sindicado e da classe trabalhadora como um todo.

Estamos chamando todos os sindicalizados para o voto na chapa 1, dos companheiros da Intersindical e do companheiro Florêncio Resende de Sá (Sassá), para o qual prestamos solidariedade e apoio. Abaixo, expomos a nota da corrente sindical Unidade Classista (UC) e da Secretaria Sindical do Comitê Regional (SP) do PCB para maiores esclarecimentos:

"Aos companheiros da Baixada Santista,

Vemos com tristeza e apreensão a conhecida utilização de métodos próprios do lumpesinato que algumas forças sindicais vêm utilizando com certa frequência no movimento dos trabalhadores. Deploramos denúncias de última hora de difícil comprovação e, principalmente, por seu caráter moralista e despolitizado que desvia a discussão política necessária para um mundo do disse-que-disse, do ouvir dizer e da fofoca.

O oportunismo rasteiro dos que se arvoram portadores de toda crítica, às vésperas das eleições sindicais dos metalúrgicos de Santos, demonstra interesses inconfessáveis dos que objetivam cindir o movimento operário, fragmentar organizações sindicais e políticas, levar a discussão para planos pessoais e despolitizados. A quem servem? Aos metalúrgicos? Nunca! Servem a eles mesmos.

Lamentamos que companheiros desavisados, ainda que sinceros, deem ouvidos àqueles que se dizem possuidores da verdade como se esta fosse patrimônio de qualquer grupelho e não da classe. Embrulham mentiras em brilhantes e caros papéis e evocam respostas genéricas (“organizar pela base”) pelo fato de não disporem de propostas concretas além de suas inverdades.

Se puxássemos as capivaras dessas pessoas veríamos um longo histórico de desserviço aos trabalhadores: provocadores de divisões, desrespeito a decisões coletivas, uso de versões adulteradas, de trânsito por inúmeras organizações e de algumas expulsões sumárias.

Conclamamos aos combativos companheiros metalúrgicos que separem o trigo do joio e não se deixem levar pelo oportunismo personalista e tenham presente que o peleguismo hoje se apresenta como combativo senão não engana a mais ninguém. No fundo, a sempre pretensão de conseguir um cargo seja como for.

Nós da Unidade Classista deploramos denúncias de última hora de quem quer apenas se cacifar e vê na manipulação da classe um meio válido para alcançar seus objetivos próprios de uma aristocracia operária que no final adere a governos e patrões.

Solidarizamo-nos aos companheiros da Alternativa Sindical Socialista (ASS) sabendo que juntos superaremos quaisquer obstáculos - venham de onde vierem- para a concreta, verdadeira e combativa organização dos operários metalúrgicos de Santos.

Alguns não serão absolvidos pela História.
 

Secretaria Sindical do Partido Comunista Brasileiro – São Paulo
Corrente Sindical Unidade Classista de São Paulo
São Paulo, 13 de abril de 2013"